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QUANDO A CHUVA CAI, AS MÁSCARAS TAMBÉM

Por: Marcos Maciel Publicado em 21/07/2026 às 20:50
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Há quem diga que se preocupa com a chuva.

 

Há quem diga que se preocupa com as enchentes.

 

Há quem faça discursos sobre o lixo nas ruas, as sangas e os alagamentos.

 

Mas nem toda preocupação nasce da solidariedade.

 

Algumas nascem da conveniência.

 

É curioso como certos discursos aparecem apenas quando a água sobe. De repente, surgem especialistas apontando o dedo para tudo o que está sendo feito, como se nunca tivessem tido a chance de fazer diferente.

 

O tempo, porém, guarda memória.

 

Quando estiveram no comando, muitas das soluções que hoje cobram nunca saíram do papel. O silêncio de ontem contrasta com o barulho das críticas de hoje.

 

Chuvas extremas desafiam qualquer sistema de drenagem. A água sobe, encontra seu caminho e, quando a intensidade diminui, a cidade volta, aos poucos, à normalidade.

 

Isso não significa que não existam problemas. Eles existem. Mas transformar um momento de dificuldade em palco para interesses políticos não ajuda quem realmente precisa.

 

Quem ama uma cidade trabalha por ela o ano inteiro.

 

Não apenas quando há câmeras ligadas.

Não apenas quando surge uma oportunidade de criticar.

 

Solidariedade de verdade ajuda, acolhe e busca soluções.

 

Não transforma a dor dos outros em discurso.

 

No fim, a chuva revela muito mais do que o estado das ruas.

 

Ela revela o caráter das pessoas.

 

Porque há quem carregue a atenção a população.

 

E há quem prefira carregar discursos.

 

Os primeiros ajudam a cidade a se reerguer.

 

Os segundos apenas esperam a próxima tempestade.

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